quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Soluções urbanas e rurais

       O mundo vive uma nova versão de juventude, e não há como não mudar a forma de pensar o futuro. Em toda história do planeta Terra nunca tivemos uma população tão jovem.
       Quase dois bilhões, isso mesmo, 2.000.000.000, dos habitantes da Terra estão na faixa etária dos 12 aos 25 anos. Isso representa 25% de toda humanidade viva.
       É nos países em desenvolvimento que reside representativa parcela desses jovens, e é aí o ponto chave, a missão de construir um mundo melhor.
       Esses jovens vivem em nações onde predominam graves problemas educacionais, habitacionais, e é claro de saúde e sanitários. Infelizmente eles vivem onde há desigualdades sociais difíceis e inconcebíveis de se imaginar para quem vive em países desenvolvidos.
       Faltam investimentos nessas áreas críticas. Falta educação de qualidade, que está diretamente relacionada com desenvolvimento e qualidade de vida.
       No Brasil, como poderemos oferecer essa qualidade educacional a nossos jovens para que eles desfrutem de um futuro mais promissor e com melhor qualidade de vida?
       Historicamente nossa educação escolar é de baixa qualidade. Não há esforço governamental para se construir o Capital Humano. Para se colher cidadãos é necessário urgência no investimento por parte dos governos no sistema educacional brasileiro.
       De nada adianta registrar aumento de matrículas, de nada adianta estatísticas sobre redução de analfabetismo. Temos aumento de matrículas, mas temos frequências em salas de aulas? Temos frequências dos professores? Temos currículo (planejamento) cumprido à risca? Temos aumento de conhecimentos dos alunos?
       E a redução do analfabetismo? Não seria apenas estatística manipulada? Podemos aplicar testes para avaliar a qualidade, o nível de alfabetização? Exemplo típico foi do humorista Tiririca quando eleito pela primeira vez deputado federal por São Paulo. Aplicaram testes no então deputado eleito para constatar sua real alfabetização. Os resultados foram polêmicos, e não se sabe realmente o que foi feito para classificá-lo como alfabetizado. Não é nada pessoal contra o deputado reeleito, só um exemplo de que o título de alfabetizado está longe da realidade de efetivamente ser alfabetizado.
       Temos que aumentar o conhecimento, aumentar a competência. Devemos nos esforçar para melhorar a qualidade. É necessário decisão, ação, esforço.
       Nas eleições de 2014 uma parcela representativa dos eleitores quis saber apenas de candidatos que propunham em suas campanhas reduzir a maioridade penal. O eleitorado, em sua maioria, dava as costas para os candidatos que empunharam a bandeira do ensino de qualidade. Prova disso foi a eleição de um significativo número de profissionais da segurança pública, a chamada "bancada da bala".
       Na próxima legislatura a Câmara Federal será uma enorme delegacia de polícia, dado ao contingente de policiais eleitos. Nada contra esses heróis, mas o que devemos questionar é a ausência de Educadores na composição da suprema casa das leis.
       Cabe ao cidadão, ao eleitor, mudar esse quadro. O brasileiro tem que cobrar gestões competentes, participativas e transparentes. Está mais que provado que quando os governos abrem os cofres públicos para políticas voltadas para crianças e adolescente há uma enorme apuração no desenvolvimento social, tanto que a cada R$ 1,00 investido em Educação, há um retorno de no mínimo R$ 1,85 no PIB. Nenhum gasto público contribui tanto para o crescimento de uma nação.
       Quando pessoas tem acesso a educação tudo se transforma. O cidadão é lançado para fora da pobreza, pois com educação surgem boas oportunidades.
       Mas atenção, aos governantes inseguros, que não confiam em seus trabalhos, a educação é um enorme perigo. Para esses governos um povo com educação, evoluído, culto e autônomo no raciocínio é uma ameaça gigantesca à sua perpetuação no poder. Esses governantes, como grandes incompetentes que são, criam dependência na população para que o "povão" se sinta ameaçado na ausência desses governos.
       Sem investimentos adequados à educação, as desigualdades sociais serão eternas. A educação assegura ao cidadão uma vida sem violência, com crescimento profissional, e consequentemente crescimento pessoal, com oportunidades dignas para todos.
       De nada adiantará programas sociais se o foco principal não for a educação. A população tem e deve acompanhar e cobrar ações educacionais dos governos.
       Em breve teremos mais uma eleição, as municipais, nesse período todos poderão comprovar que a violência continuará a mesma e nenhum avanço será constatado. Sem educação não há solução.