A ironia cruel de uma humanidade que desperdiça o afeto em vida e o multiplica na ausência.
O remorso é tão grande que os mortos recebem mais flores do que os vivos. É a cruel ironia da existência: somente quando o silêncio da morte cala a voz é que o coração desperta para o valor do que foi perdido. Enquanto respiram, os vivos mendigam atenção, mas recebem migalhas; quando partem, viram altares de saudade, adornados por flores que não podem cheirar. Talvez seja mais fácil amar fantasmas do que enfrentar a urgência de amar quem ainda está aqui