sábado, 7 de janeiro de 2017

ESSA CONTA NÃO É NOSSA

Dezenas de presos mortos nas rebeliões em presídios no Amazonas e Roraima. Essas dezenas de pessoas optaram por um caminho que vai de contramão com a legislação.
Essas dezenas de pessoas privaram os cidadãos de suas conquistas, de suas vidas. Esses presos que foram mortos não estavam detidos por acaso.
Enquanto eles cumpriam suas penas, milhares de mães agonizavam à porta de hospitais públicos clamando por atendimento a seus filhos.
Enquanto estavam presos, nós milhões de brasileiros do bem, lutávamos por uma mínima condição de vida.
Enquanto eles cumpriam suas penalidades, nós trabalhávamos para pagar uma elevadíssima carga tributária, nós de bem pagávamos as contas de suas detenções.
Nossas aposentadorias -exceto dos militares e dos políticos- estão por um fio.
Pagamos impostos e ainda temos que ter um plano de saúde. Se você trabalha e fica doente o SUS te evita.
Pagamos impostos e temos que estudar em escolas particulares.
Pagamos impostos e temos que ter cercas elétricas, alarmes e vigilância particular.
Pagamos impostos e não temos transporte público decente.
Pagamos impostos e os banqueiros dão gargalhadas porque temos que ter uma previdência privada. Você trabalha por décadas, e se conseguir aposentar receberá uma mísera miséria.
Apesar de tudo isso temos que indenizar as famílias dos presos sob a alegação que estavam sob a custódia do estado. E nós? Estamos sob custódia de quem?
Não, não temos que pagar mais essa conta. Se alguém tem que pagar essa conta são os governadores dos estados e toda direção dos presídios. Foram eles que permitiram que a situação chegasse a esse ponto. Afinal de contas são eles os gestores responsáveis pelos detentos, e não nós contribuintes e eleitores. Um caos não acontece da noite para o dia. O Caos acontece porque pessoas se reuniram com frequência para que o caos exista.
Punição para os maus gestores.
Saúde & Sabedoria a todos!


domingo, 1 de janeiro de 2017

BRASIL E 2017

                Não sou guru, e muito menos tenho bola de cristal, mas não vejo com bons olhos 2017 para o Brasil. O ano de 2016 foi conturbado, um período confuso em nosso país e mundo afora.
Ao início de 2016 eu afirmava para as pessoas mais próximas que o afastamento de Dilma era certo, e há 3 anos eu venho avisando que uma recessão assombraria o Brasil, independente das circunstancias internacionais.
Temos aspectos políticos tensos, onde há uma Frente Parlamentar Pró Corrupção querendo impedir que Promotores de Justiça e Juízes investiguem os atos de corrupções ocorridos nos mandatos dos dois últimos presidentes, principalmente.
Temos também alguns malucos querendo reformar a Previdência Social utilizando nosso sangue. Querem acabar com nosso direito à aposentadoria como fosse nossa a culpa. Na verdade é nossa, pois exatamente os que projetam o Golpe da Previdência foram eleitos democraticamente.
Eles estão no poder há vários mandatos. São eles que governam o Brasil há décadas e não assumem a culpa, pensam que nós, contribuintes e eleitores que devemos ser penalizados.
O próprio presidente Michel Temer, que já é aposentado desde os cinquenta e poucos anos de idade e brinca de governar, quer nosso sacrifício. Ele, além de ser aposentado, já tem mais uma aposentadoria bem gorda garantida a partir de 1º de janeiro de 2019, quando findar seu mandato. Se é que vai até o fim.
As rupturas estão muito presentes e vivemos um desenvolvimento econômico mundial conturbado. Os negócios não evoluem, a retração econômica é visível, latente, sensível a nossos bolsos. A máquina produtiva continua a girar, mas a passos lentos.
Não há nenhuma atitude por parte dos governos federal e estaduais pra estimular a economia, e consequentemente melhorar a arrecadação de tributos. É um ciclo vicioso.
As relações comerciais entre nações estão estagnando, os orientais – China, Japão, Coreia e Singapura – não estão se entendendo muito bem, o que ocasionará dificuldades em negociações internacionais. Devem urgentemente reverter essas diferenças entre eles para não amargarem ainda em 2017.
Por outro lado o sistema capitalista se auto ajustará em meados do ano, se reaprenderá, e a solução é se auto reiniciar para poder sobreviver, assim como os Estados Unidos fizeram.
O governo, para retomar o crescimento do Brasil, deve promover ações para médio e longo prazo.  Longo prazo não é aquela maluquice da PEC 241 que pateticamente congela o país por 20 anos, e esquece de congelar os gastos desnecessários como os gordos gastos que temos com os ex-presidentes vivos, que são: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula,  Dilma e em breve Michel Temer. É muita gente que nada fez por nós e que ainda temos que arcar com uma conta como carros, combustíveis, assessores, salários...
A economia apresenta modestos e lentos sinais de recuperação, o que não é o suficiente. Temos que nos manter atentos, pois os governos farão grandes e mentirosas divulgações que as coisas estão indo muito bem. Não sairemos do buraco com facilidade. O medo e a incerteza dos investidores internacionais é grande. A economia internacional também não contribuirá com a gente, e a entrada de capital estrangeiro será modesta.
Uma oposição oportunista crescerá e trará de volta os sentimentos de incertezas que nos assombrava há menos de um ano.
Para mim o que salva o Brasil em 2017 é o setor agropecuário, que é muito ciente de sua força e poderá a qualquer momento tirar proveito da situação exigindo uma série de benefícios, semelhante àquela velha choradeira das montadoras de veículos.
Que a natureza colabore com nosso país e deixe a agropecuária reinar de vento em popa, assim teremos uma gloriosa exportação agrícola e pecuária, bem como de matérias primas. Sei que tudo isso é uma burrice de país pequeno, exportar matéria prima. O correto seria vender o produto acabado, como nos ensinaram os imigrantes no século passado, lá no sul do Brasil.
Mas enquanto não aprendemos a votar, vamos vendendo matéria prima e comprando produtos acabados. Só depois que mudarmos o comando é que as coisas vão evoluir com serenidade. Nada daquele crescimento demagógico anunciado durante o governo Lula e desmoronado no governo Dilma.
Um vento me sopra aos ouvidos e diz que a equipe de Temer planeja algo que pode timidamente dar um alento à indústria da construção civil. Seria algum programa semelhante ao Minha Casa Minha Vida, mas com nome e roupagem diferente para não dar a paternidade aos antecessores.
E por falar em Temer, e para finalizar, receio que ele não vá muito longe. Não se conserta anos de “defecadas” em poucos meses, mas quando a intenção é boa e real, ela gera confiança, o que não está acontecendo. Ou Temer se afasta ou toma atitudes que desagradem ao Congresso e aos partidos, e que vão direto aos interesses da nação, dos contribuintes, dos eleitores.
Temer nos envolve com incertezas, se recusa a promover uma reforma ministerial. Deixa a crise tomar conta e escândalos decidirem os destinos. Parece que há uma espessa névoa que o impede de ver.
Enquanto isso, vamos tocando o barco. Daqui há pouco teremos a Globo nos entorpecendo com a falsa alegria do carnaval até resolver derrubar Temer, assim como fez com Collor e Dilma.

Feliz 2017 Brasil. Saúde & Sabedoria a todos.