Não sou
guru, e muito menos tenho bola de cristal, mas não vejo com bons olhos 2017
para o Brasil. O ano de 2016 foi conturbado, um período confuso em nosso país e
mundo afora.
Ao início de 2016 eu afirmava
para as pessoas mais próximas que o afastamento de Dilma era certo, e há 3 anos
eu venho avisando que uma recessão assombraria o Brasil, independente das
circunstancias internacionais.
Temos aspectos políticos tensos,
onde há uma Frente Parlamentar Pró
Corrupção querendo impedir que Promotores de Justiça e Juízes investiguem
os atos de corrupções ocorridos nos mandatos dos dois últimos presidentes,
principalmente.
Temos também alguns malucos
querendo reformar a Previdência Social utilizando nosso sangue. Querem acabar
com nosso direito à aposentadoria como fosse nossa a culpa. Na verdade é nossa,
pois exatamente os que projetam o Golpe
da Previdência foram eleitos democraticamente.
Eles estão no poder há vários mandatos.
São eles que governam o Brasil há décadas e não assumem a culpa, pensam que
nós, contribuintes e eleitores que devemos ser penalizados.
O próprio presidente Michel
Temer, que já é aposentado desde os cinquenta e poucos anos de idade e brinca
de governar, quer nosso sacrifício. Ele, além de ser aposentado, já tem mais uma
aposentadoria bem gorda garantida a partir de 1º de janeiro de 2019, quando
findar seu mandato. Se é que vai até o fim.
As rupturas estão muito presentes
e vivemos um desenvolvimento econômico mundial conturbado. Os negócios não
evoluem, a retração econômica é visível, latente, sensível a nossos bolsos. A
máquina produtiva continua a girar, mas a passos lentos.
Não há nenhuma atitude por parte
dos governos federal e estaduais pra estimular a economia, e consequentemente
melhorar a arrecadação de tributos. É um ciclo vicioso.
As relações comerciais entre
nações estão estagnando, os orientais – China, Japão, Coreia e Singapura – não estão
se entendendo muito bem, o que ocasionará dificuldades em negociações
internacionais. Devem urgentemente reverter essas diferenças entre eles para
não amargarem ainda em 2017.
Por outro lado o sistema
capitalista se auto ajustará em meados do ano, se reaprenderá, e a solução é se
auto reiniciar para poder sobreviver, assim como os Estados Unidos fizeram.
O governo, para retomar o
crescimento do Brasil, deve promover ações para médio e longo prazo. Longo prazo não é aquela maluquice da PEC 241
que pateticamente congela o país por 20 anos, e esquece de congelar os gastos
desnecessários como os gordos gastos que temos com os ex-presidentes vivos, que
são: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma e em breve Michel Temer. É muita gente
que nada fez por nós e que ainda temos que arcar com uma conta como carros,
combustíveis, assessores, salários...
A economia apresenta modestos e
lentos sinais de recuperação, o que não é o suficiente. Temos que nos manter
atentos, pois os governos farão grandes e mentirosas divulgações que as coisas
estão indo muito bem. Não sairemos do buraco com facilidade. O medo e a
incerteza dos investidores internacionais é grande. A economia internacional
também não contribuirá com a gente, e a entrada de capital estrangeiro será
modesta.
Uma oposição oportunista crescerá
e trará de volta os sentimentos de incertezas que nos assombrava há menos de um
ano.
Para mim o que salva o Brasil em
2017 é o setor agropecuário, que é muito ciente de sua força e poderá a
qualquer momento tirar proveito da situação exigindo uma série de benefícios, semelhante
àquela velha choradeira das montadoras de veículos.
Que a natureza colabore com nosso
país e deixe a agropecuária reinar de vento em popa, assim teremos uma gloriosa
exportação agrícola e pecuária, bem como de matérias primas. Sei que tudo isso
é uma burrice de país pequeno, exportar matéria prima. O correto seria vender o
produto acabado, como nos ensinaram os imigrantes no século passado, lá no sul
do Brasil.
Mas enquanto não aprendemos a
votar, vamos vendendo matéria prima e comprando produtos acabados. Só depois
que mudarmos o comando é que as coisas vão evoluir com serenidade. Nada daquele
crescimento demagógico anunciado durante o governo Lula e desmoronado no
governo Dilma.
Um vento me sopra aos ouvidos e
diz que a equipe de Temer planeja algo que pode timidamente dar um alento à
indústria da construção civil. Seria algum programa semelhante ao Minha Casa
Minha Vida, mas com nome e roupagem diferente para não dar a paternidade aos
antecessores.
E por falar em Temer, e para
finalizar, receio que ele não vá muito longe. Não se conserta anos de “defecadas”
em poucos meses, mas quando a intenção é boa e real, ela gera confiança, o que
não está acontecendo. Ou Temer se afasta ou toma atitudes que desagradem ao
Congresso e aos partidos, e que vão direto aos interesses da nação, dos
contribuintes, dos eleitores.
Temer nos envolve com incertezas,
se recusa a promover uma reforma ministerial. Deixa a crise tomar conta e escândalos
decidirem os destinos. Parece que há uma espessa névoa que o impede de ver.
Enquanto isso, vamos tocando o
barco. Daqui há pouco teremos a Globo nos entorpecendo com a falsa alegria do carnaval
até resolver derrubar Temer, assim como fez com Collor e Dilma.
Feliz 2017 Brasil. Saúde &
Sabedoria a todos.