De acordo com a 7ª edição do
Atlas do Diabetes, editado pela Federação Internacional do Diabetes, a IDF, no
ano de 2015 a população mundial diagnosticada com diabetes era de 415 milhões
de pessoas. Estima-se que no ano de 2040 serão 642 milhões de diabéticos no mundo.
Somente na América do Sul e
Central esses números são 29,6 milhões em 2015 e a projeção para daqui a 24
anos teremos cerca de 48,8 milhões de diabéticos.
Comparando com outras doenças, o
número de pessoas acometidas pelo diabetes é muito superior aos infectados pela
AIDS, tuberculose e malária juntos.
Um dado interessante que nos leva
a refletir bem sobre qualidade de vida é que mais que 65% desta população vive
em áreas urbanas.
Mais alarmante ainda é que o
Brasil ocupa a 3ª posição no ranking mundial de crianças – 0 a 14 anos - com
diabetes tipo 1, perdendo apenas para os Estados Unidos e Índia.
Já os adultos diabéticos a 4 ª
vergonhosa posição é detida pelo Brasil.
Como andam as politicas públicas
para combate e prevenção aos diabetes no Brasil? Como são as políticas públicas
de apoio ao diabético no Brasil?
Como é ser diabético no Brasil?
Há apoio? Há assistência gratuita decente? Tem havido ações judiciais para que
possam receber assistência pública digna?
Pouco, muito pouco sabemos. Sabemos
apenas que o Brasil detém vergonhosas estatísticas mundiais sobre a doença.
Na contramão, a maioria dos
deputados federais estão focados em salvar suas peles, ou de seus companheiros.
Como tem sido público eles tem legislado em causa própria. Não é preciso acompanhar
muitos noticiários para vermos a vergonhosa atitude de deputados federais se
movimentando para impedir punições contra o “caixa 2” e procurando autoblindagem
contra a gloriosa “Operação Lavajato”.
Passou da hora do brasileiro
parar de vender seu voto em troca de míseros favores. Esses míseros favores são
pagos com nosso dinheiro, com dinheiro arrecadado pelos tributos gerados por
nós.
Enquanto isso temos notificados 5
casos de estupro por hora no Brasil, conforme dados do 10º Anuário Brasileiro
da Segurança Pública. Somente em 2015 foram notificados 45.460 estupros.
Sabemos que os números são muitas vezes maiores que esses, pois a maioria
sequer é notificada.
No Brasil milhares de mulheres
são estupradas e o poder público nem fica sabendo. Esses números não são
alarmantes, são apavoradores, são inadmissíveis.
Um único estupro a cada 100 anos
seria insuportável. Agora passar da dezenas de milhares por ano é inconcebível.
Onde estão nossos parlamentares,
que em teoria, foram eleitos para legislar em favor do brasileiro? O que estão
fazendo?
Hoje estão muito mais preocupados
com o golpe da anistia ao caixa 2 que com o eleitor em si.
Precisamos nos mobilizar. Impedir
que haja um parlamento próprio, favorável a eles apenas.
Precisamos acabar com o comércio
de votos, acabar com a barganha, afinal quem vota “errado” certamente será mais
uma vítima e fará mais vítimas.
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