domingo, 1 de janeiro de 2017

BRASIL E 2017

                Não sou guru, e muito menos tenho bola de cristal, mas não vejo com bons olhos 2017 para o Brasil. O ano de 2016 foi conturbado, um período confuso em nosso país e mundo afora.
Ao início de 2016 eu afirmava para as pessoas mais próximas que o afastamento de Dilma era certo, e há 3 anos eu venho avisando que uma recessão assombraria o Brasil, independente das circunstancias internacionais.
Temos aspectos políticos tensos, onde há uma Frente Parlamentar Pró Corrupção querendo impedir que Promotores de Justiça e Juízes investiguem os atos de corrupções ocorridos nos mandatos dos dois últimos presidentes, principalmente.
Temos também alguns malucos querendo reformar a Previdência Social utilizando nosso sangue. Querem acabar com nosso direito à aposentadoria como fosse nossa a culpa. Na verdade é nossa, pois exatamente os que projetam o Golpe da Previdência foram eleitos democraticamente.
Eles estão no poder há vários mandatos. São eles que governam o Brasil há décadas e não assumem a culpa, pensam que nós, contribuintes e eleitores que devemos ser penalizados.
O próprio presidente Michel Temer, que já é aposentado desde os cinquenta e poucos anos de idade e brinca de governar, quer nosso sacrifício. Ele, além de ser aposentado, já tem mais uma aposentadoria bem gorda garantida a partir de 1º de janeiro de 2019, quando findar seu mandato. Se é que vai até o fim.
As rupturas estão muito presentes e vivemos um desenvolvimento econômico mundial conturbado. Os negócios não evoluem, a retração econômica é visível, latente, sensível a nossos bolsos. A máquina produtiva continua a girar, mas a passos lentos.
Não há nenhuma atitude por parte dos governos federal e estaduais pra estimular a economia, e consequentemente melhorar a arrecadação de tributos. É um ciclo vicioso.
As relações comerciais entre nações estão estagnando, os orientais – China, Japão, Coreia e Singapura – não estão se entendendo muito bem, o que ocasionará dificuldades em negociações internacionais. Devem urgentemente reverter essas diferenças entre eles para não amargarem ainda em 2017.
Por outro lado o sistema capitalista se auto ajustará em meados do ano, se reaprenderá, e a solução é se auto reiniciar para poder sobreviver, assim como os Estados Unidos fizeram.
O governo, para retomar o crescimento do Brasil, deve promover ações para médio e longo prazo.  Longo prazo não é aquela maluquice da PEC 241 que pateticamente congela o país por 20 anos, e esquece de congelar os gastos desnecessários como os gordos gastos que temos com os ex-presidentes vivos, que são: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula,  Dilma e em breve Michel Temer. É muita gente que nada fez por nós e que ainda temos que arcar com uma conta como carros, combustíveis, assessores, salários...
A economia apresenta modestos e lentos sinais de recuperação, o que não é o suficiente. Temos que nos manter atentos, pois os governos farão grandes e mentirosas divulgações que as coisas estão indo muito bem. Não sairemos do buraco com facilidade. O medo e a incerteza dos investidores internacionais é grande. A economia internacional também não contribuirá com a gente, e a entrada de capital estrangeiro será modesta.
Uma oposição oportunista crescerá e trará de volta os sentimentos de incertezas que nos assombrava há menos de um ano.
Para mim o que salva o Brasil em 2017 é o setor agropecuário, que é muito ciente de sua força e poderá a qualquer momento tirar proveito da situação exigindo uma série de benefícios, semelhante àquela velha choradeira das montadoras de veículos.
Que a natureza colabore com nosso país e deixe a agropecuária reinar de vento em popa, assim teremos uma gloriosa exportação agrícola e pecuária, bem como de matérias primas. Sei que tudo isso é uma burrice de país pequeno, exportar matéria prima. O correto seria vender o produto acabado, como nos ensinaram os imigrantes no século passado, lá no sul do Brasil.
Mas enquanto não aprendemos a votar, vamos vendendo matéria prima e comprando produtos acabados. Só depois que mudarmos o comando é que as coisas vão evoluir com serenidade. Nada daquele crescimento demagógico anunciado durante o governo Lula e desmoronado no governo Dilma.
Um vento me sopra aos ouvidos e diz que a equipe de Temer planeja algo que pode timidamente dar um alento à indústria da construção civil. Seria algum programa semelhante ao Minha Casa Minha Vida, mas com nome e roupagem diferente para não dar a paternidade aos antecessores.
E por falar em Temer, e para finalizar, receio que ele não vá muito longe. Não se conserta anos de “defecadas” em poucos meses, mas quando a intenção é boa e real, ela gera confiança, o que não está acontecendo. Ou Temer se afasta ou toma atitudes que desagradem ao Congresso e aos partidos, e que vão direto aos interesses da nação, dos contribuintes, dos eleitores.
Temer nos envolve com incertezas, se recusa a promover uma reforma ministerial. Deixa a crise tomar conta e escândalos decidirem os destinos. Parece que há uma espessa névoa que o impede de ver.
Enquanto isso, vamos tocando o barco. Daqui há pouco teremos a Globo nos entorpecendo com a falsa alegria do carnaval até resolver derrubar Temer, assim como fez com Collor e Dilma.

Feliz 2017 Brasil. Saúde & Sabedoria a todos.

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