Com tantas revelações bombásticas
nas delações premiadas, dá para desconfiar até mesmo das sombras de muita
gente. Nessas denúncias nem mesmo o Presidente Temer escapou e, lamentavelmente,
ele não pode ser investigado. Pelo menos enquanto for Presidente da República.
Vejo com muita estranheza a
pressa que Temer tem em aprovar a reforma da Previdência. Ele está tão focado
nessa reforma que está deixando de lado muitas outras coisas de maior
importância, como por exemplo, as reformas Política, Eleitoral, Administrativa
entre outras.
Sabe-se que somente os bancos
tendem a ganhar com essa indesejável reforma da Previdência, uma vez que quem
tiver a pretensão de um dia poder se aposentar terá que aderir à ilusória
Previdência Privada. Ilusória porque nada garante que os bancos estarão por aí
daqui a 20, 30, 40 anos.
Já vimos muitos bancos quebrarem
e ficar por isso mesmo. Quem não se lembra da previdência privada Prever na década de 1990? Era uma
previdência privada gerida em conjunto à época por três grandes bancos, o Banco
Nacional, o Bamerindus e o Unibanco. Onde está essa união imbatível? No
beleléu!
E tem mais, se os bancos
quebrarem, falirem, ou seja, lá o que for, ainda assim receberão ajuda
financeira do Governo Federal. Podem apostar.
Voltando à pressa do Presidente
Temer em aprovar a reforma da Previdência, sugiro que nossa gloriosa Polícia
Federal e o Ministério Público Federal investiguem esse assunto profundamente.
Meu receio é que bancos estejam dando pressão para que essa maluquice seja
aprovada rapidamente, antes que descubram algo.
Onde há fumaça há fogo.
Exatamente pessoas “delatadas” estão por trás dessa reforma, e exatamente essas
pessoas querem apressar tudo a qualquer custo. Repito, vale uma investigação
minuciosa, meu “faro” diz que tem caroço nesse angu, tem algo de muito corrupto
detrás de toda essa pressa. Querem a reforma a qualquer custo, mesmo que custe
reeleições, popularidades, poder.
Penso que os bancos estão nos
bastidores de todas essas propinas denunciadas. Penso que os bancos viabilizaram
as operações financeiras das empreiteiras, e agora querem receber suas partes
pelo “desserviço” prestado.
Quem viver verá.
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