segunda-feira, 17 de abril de 2017

PRESSA SEM LÓGICA

Com tantas revelações bombásticas nas delações premiadas, dá para desconfiar até mesmo das sombras de muita gente. Nessas denúncias nem mesmo o Presidente Temer escapou e, lamentavelmente, ele não pode ser investigado. Pelo menos enquanto for Presidente da República.
Vejo com muita estranheza a pressa que Temer tem em aprovar a reforma da Previdência. Ele está tão focado nessa reforma que está deixando de lado muitas outras coisas de maior importância, como por exemplo, as reformas Política, Eleitoral, Administrativa entre outras.
Sabe-se que somente os bancos tendem a ganhar com essa indesejável reforma da Previdência, uma vez que quem tiver a pretensão de um dia poder se aposentar terá que aderir à ilusória Previdência Privada. Ilusória porque nada garante que os bancos estarão por aí daqui a 20, 30, 40 anos.
Já vimos muitos bancos quebrarem e ficar por isso mesmo. Quem não se lembra da previdência privada Prever na década de 1990? Era uma previdência privada gerida em conjunto à época por três grandes bancos, o Banco Nacional, o Bamerindus e o Unibanco. Onde está essa união imbatível? No beleléu!
E tem mais, se os bancos quebrarem, falirem, ou seja, lá o que for, ainda assim receberão ajuda financeira do Governo Federal. Podem apostar.
Voltando à pressa do Presidente Temer em aprovar a reforma da Previdência, sugiro que nossa gloriosa Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem esse assunto profundamente. Meu receio é que bancos estejam dando pressão para que essa maluquice seja aprovada rapidamente, antes que descubram algo.
Onde há fumaça há fogo. Exatamente pessoas “delatadas” estão por trás dessa reforma, e exatamente essas pessoas querem apressar tudo a qualquer custo. Repito, vale uma investigação minuciosa, meu “faro” diz que tem caroço nesse angu, tem algo de muito corrupto detrás de toda essa pressa. Querem a reforma a qualquer custo, mesmo que custe reeleições, popularidades, poder.
Penso que os bancos estão nos bastidores de todas essas propinas denunciadas. Penso que os bancos viabilizaram as operações financeiras das empreiteiras, e agora querem receber suas partes pelo “desserviço” prestado.
Quem viver verá.

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