Há muito tempo, numa pequena ilha chamada Moloka’i, morava uma velhinha maravilhosa. Ela se chamava Kaili’ohe Kame’ekua. Quando ela morreu, em 1931, tinha mais de 100 anos. A vovó Kame’ekua e sua família contavam muitas histórias às crianças e também ensinavam a elas antigos cânticos e parábolas.
Uma das histórias mais importantes para a família dizia assim: Cada criança nasce com uma vasilha de luz perfeita. Se a criança cuida bem da sua, a luz cresce e se intensifica, o que lhe permitirá realizar proezas incontáveis, como nadar com os tubarões e voar com os pássaros. No entanto, existem elementos negativos que se infiltram na vida da criança...
Há feridas, invejas, irritações, dores...
Essas feridas, irritações e dores são como pedras que vão caindo no fundo da vasilha. Quando se acumulam, elas acabam escondendo a luz. A criança pode se transformar em pedra e se sentir presa. A luz e as pedras não podem ocupar o mesmo espaço.
A vovó Kame’ekua concluía que a única coisa que a criança precisava fazer para que a luz voltasse a brilhar era virar a vasilha e esvaziá-la, porque a luz jamais desaparece. Ela se esconde embaixo das pedras, mas está sempre ali.
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