Indiretas, carência e o show de validação barata com participação especial dos falsos que fingem se importar.
O que leva tanta gente a se esconder dentro das redes sociais? Sim, dentro, e não das redes. É só olhar ao redor: posts cheios de indiretas, recados envenenados disfarçados de “imagina, não é pra ninguém”. Todo mundo finge que não percebe, mas a intenção grita. Claro, coragem pra falar diretamente é coisa rara, quase um animal em extinção.
Aí surgem aquelas postagens cheias de indiretas. Mensagens tão óbvias que até um GPS emocional entenderia. Mas não, a pessoa jura que “não é pra ninguém”, "imagina, coincidência pura".
Conversei com dois amigos, um psicólogo e outro sociólogo, e a resposta deles foi direta: carência profunda, daquelas que dá pra ver do espaço. Gente que sente a dor do desprezo como se fosse uma queimadura. Gente que não consegue dizer o que sente de frente, daí joga migalhas emocionais esperando que o destinatário corra atrás.
Segundo esses amigos, essas postagens são praticamente um pedido de socorro travestido de atitude. É um “olha pra mim pelo amor de Deus” mal disfarçado. É a busca desesperada por validação, por aplausos, por qualquer sinal de que ainda são vistos revestidos por um toque de glitter. Qualquer coisa que faça o ego respirar por mais cinco minutos.
E aí vem o elenco de apoio: o time da falsidade. Os que batem palmas pra qualquer drama alheio porque não custa nada. Os que oferecem ombro como quem oferece Wi‑Fi grátis: só pra parecerem legais, mas sem nenhuma intenção real de ajudar.
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