Às vezes insistimos em "medicar o peixe": conversas, conselhos, mantras, chás milagrosos… Mas raramente perguntamos o óbvio: o problema está nas escamas ou na água turva onde ele tenta sobreviver? É curioso como nos acostumamos a tratar sintomas enquanto fingimos que o aquário não cheira mal.
O mais irônico é que, ao adoecer, a primeira suspeita recai sobre nós. “Devo estar fraco”, “devo estar sensível”, “devo estar exagerando”. Como se fosse natural habitar ambientes que drenam energia, respeito e sanidade. Aprendemos a nos culpar antes mesmo de aprender a nadar.
Aqui vai a provocação: talvez você não precise de mais resiliência ou paciência. Talvez precise apenas trocar de água. Porque, por mais que tentem te convencer do contrário, nem sempre o erro é seu. Às vezes, o aquário ficou pequeno demais para o tamanho que você finalmente descobriu que tem.
Quando você limpa a visão sobre a qualidade da água, fica impossível voltar a culpar o peixe
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