O desconforto muitas vezes é o prelúdio da transformação.
A semente, ao ser enterrada, sente apenas a escuridão e o peso da terra. Se pudesse falar, certamente reclamaria do fim iminente. Mas aquilo que parece morte é, na verdade, gestação. O solo que sufoca é o mesmo que nutre. A escuridão que assusta é a mesma que protege.
Somos muito parecidos com essa semente. Em fases de crise, silêncio ou aparente estagnação, tendemos a interpretar tudo como perda. No entanto, é justamente nesses períodos que raízes invisíveis se formam. Crescer exige recolhimento, ruptura e paciência.
A semente não sabe, mas está prestes a florescer. E nós também, mesmo quando ainda não percebemos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário